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O impacto da Greve dos Caminhoneiros sobre a economia


Por Equipe AllNova em 13/08/2018

Em maio desse ano o Brasil passou pela greve dos caminhoneiros, uma paralização que afetou todas as áreas do país. A princípio a greve contou com a participação dos caminhoneiros autônomos, mas posteriormente atingiu os profissionais das transportadoras. 

A manifestação que teve a duração de onze dias, causou inúmeras alterações em nossa rotina. Algumas delas foram a falta de alimentos (tanto humana quanto para nutrição animal) em algumas regiões do país, escassez de combustível e falta de insumos para a produção de diversos produtos. 

Um dos setores afetados foi a cadeia de produção de proteína de origem animal como um todo. Muitos criadores perderam lotes inteiros de animais devido à falta de ração, ou mesmo se viram obrigados a descartar litros de leite, que não poderiam ser entregues.


O motivo da greve


Entre as reivindicações da classe estavam a redução do preço do óleo diesel, a diminuição do preço do pedágio, o ajuste do preço no frete mínimo, o fim das alíquotas de PIS e de Cofins e a isenção das Cide, no caso de transportadores autônomos. 


Os resultados conseguidos pela paralização


Para colocar um fim à greve, o governo anunciou a concordância com algumas das mudanças reivindicadas. Foram apresentadas as seguintes medidas: A redução temporária de R$ 0,46 no litro do diesel, uma tabela fixa para os preços do frete, cota para caminhoneiros autônomos em cargas da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), e Isenção do pedágio nas rodovias para eixo suspenso. 

A redução de R$0,46 perderia a validade no final de julho, mas no dia 1º de agosto o Diário Oficial publicou a medida provisória mantendo até dezembro de 2018 o subsídio (que é um desembolso de dinheiro por parte do governo para financiar um benefício a algum setor) no comércio do óleo diesel de até R$ 0,30. Os R$ 0,16 restantes ficam por conta da redução da carga tributária de PIS, Cofins e Cide sobre o diesel.


As consequências da manifestação nos dias atuais


O país está voltando à normalidade, porém, lentamente. O IBGE divulgou que a produção industrial teve uma alta de 13,1% em junho. Entretanto o impacto da greve sobre os preços de matéria prima, bem como sobre os produtos finais é visível e sentido pelo bolso do consumidor e das indústrias.  As cadeias produtivas ainda estão se reestabelecendo do impacto da greve sobre a produtividade de cada setor. A falta de insumos para a cadeia leiteira acarretou queda acentuada na produtividade do gado em função da mudança brusca da dieta, bem como os grandes confinamentos tiveram atraso no acabamento do gado de corte pelo mesmo motivo, fatores que elevaram tanto o preço do leite quanto da carne no mercado brasileiro.

E em entrevista para a imprensa, em junho, o Ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, anunciou que a economia vinha crescendo há cinco trimestres seguidos e a paralização apenas atrasou esse progresso. Hoje, a economia está se seguindo um pouco mais estável a cada dia, mas o impacto da greve sobre a economia e o crescimento nacional ainda serão sentidos por um bom tempo. 
 

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